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Jogado igual a lixo', diz mãe sobre filho atropelado ficar 15 horas em vala

O corpo do jovem Felipe Santos Rocha, 17 anos, que foi morto ao ser atropelado por um carro na rodovia Washington Luís na madrugada de domingo (3) foi enterrado nesta terça-feira (5) no cemitério São João Batista, em São José do Rio Preto (SP). Para a mãe, Roberta Kelly Braga, o mais triste foi o descaso com a vítima, ao ficar 15 horas na vala da rodovia até ser encontrado."O que me deixa mais triste foi ele ficar 15 horas dentro de uma vala, esquecido, jogado igual a um lixo. Nem com bicho a gente faz isso. Ele (o motorista) é um monstro. Só peço Justiça e que não caía no esquecimento. Ele não pode sair sem ser punido, hoje foi meu filho, mas amanhã pode ser de alguém", afirma.

Segundo informações da polícia, o motorista que atropelou Felipe é um advogado, de 40 anos. Ainda conforme a polícia, ele tinha acabado de sair de uma boate e seguia para Cedral (SP). O motorista contou para a polícia que trocou de faixa para ultrapassar um caminhão e acabou atropelando o jovem que, segundo o motorista, estava no meio da pista. A perícia vai afirmar ou não se Felipe estava na rodovia ou no canteiro central.

G1 tentou falar na tarde desta terça-feira (5) com a advogada do motorista, mas ela não atendeu às ligações.

Ainda conforme a polícia, o motorista disse que chegou a parar o carro, mas fugiu do local do acidente quando viu que a vítima estava morta. Ainda segundo o registro policial, a polícia só foi avisada do atropelamento 15 horas depois do acidente, quando a advogada do motorista procurou os policiais para informar sobre o acidente."Se ele não tivesse omitido socorro, se tivesse dado assistência, talvez meu filho não estaria morto agora. Parte de mim morreu. Perdi o chão quando vi que era ele. Estou em estado de choque. Acabei de ter outra filha, de 25 dias, estou dopada. É a coisa mais dura perder um filho", afirma a mãe.

A polícia também quer saber o que o jovem fazia na estrada durante a madrugada. Segundo a mãe, o filho saiu no sábado (2) para uma festa em uma chácara em um carro com amigos e não retornou mais. Uma hipótese levantada por ela seria que Felipe estaria procurando um orelhão para avisar a família onde estava.

"Até então não tive contato com ninguém que estava na festa. Mas falaram que ele queria ficar um pouco mais na festa e os amigos foram embora. Ele me ligaria, acho que estava buscando um orelhão", afirma.

O motorista deverá responder em liberdade por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, omissão de socorro e fuga do local do acidente.







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