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Gaeco pede explicações sobre exploração sexual no Jardim Paraíso

O Grupo de Combate ao Crime Organizado pediu explicações à prefeitura de São José do Rio Preto (SP) sobre os alvarás de funcionamento dos comércios de exploração sexual no bairro Jardim Paraíso. Segundo informações do Gaeco, vários locais servem para exploração sexual e o tráfico de drogas e a prefeitura tinha conhecimento das atividades que ocorriam no bairro.

Em 2010 uma operação policial identificou todos os locais suspeitos e essas informações foram repassadas para a prefeitura. O município tem agora 30 dias para responder ao Gaeco. A prefeitura informou que ainda não foi notificada, mas vai responder todas as solicitações feitas pelo Grupo de Combate.

A ação do Grupo de Combate, foi realizada após reportagens da TV TEM que mostraram a situação do bairro, que está dominado pela prostituição. Durante operação,  três casas utilizada na exploração sexual também foram fechadas. Entre os detidos, dois são adolescentes e foram flagrados praticando o tráfico de drogas."Foi feito um mapeamento pela Polícia Civil e Militar. O resultado foi positivo, já que foi feito também em outros bairros", diz o delegado da DIG, Fernando Tedde.

Fiscalização
Um levantamento feito pela prefeitura apontou que muitas casas funcionam irregularmente e sem alvará como pontos comerciais no Jardim Paraíso. Segundo a própria prefeitura, de 25 locais, como bares e outros estabelecimentos, que foram fiscalizados, apenas dois estão regularizados.

Todos os outros foram notificados e vão ter que providenciar a documentação necessária e, se isso não ocorrer, os locais podem ser lacrados. O documento dura um ano e só permite o comércio de mercadorias legais, como bebidas.

A equipe da TV TEM fez um levantamento no bairro e apontou 37 locais de prostituição, quatro pontos de tráfico, sete motéis e duas boates de exploração sexual. Um dos vários motéis que funciona no bairro tem autorização para funcionar porque foi aberto antes da aprovação de uma lei que proíbe os locais na área urbana de Rio Preto. Todos os outros não têm licença e deveriam estar lacrados.

Como os alvarás de bares e boates duram um ano, a fiscalização por parte prefeitura deveria ser feita também nesse prazo, mas ninguém no Executivo soube informar quais locais tinham a licença, por exemplo, no ano passado. Na frente dos moradores, na porta desses bares ou do lado de dentro, tudo e qualquer coisa acontece, mesmo que fora da lei.

O bairro
O Jardim Paraíso, onde moram mais de duas mil famílias, foi dominado pela prostituição e pelo tráfico de drogas nas últimas décadas. Prostitutas e travestis seminus desfilam pelas ruas, às vezes em plena luz do dia. Em uma barraca, drogas são vendidas como se fossem doces. Quem mora no local, tem medo de sair de casa durante a noite e ser confundido com uma garota de programa ou traficante.

A equipe da TV TEM passou um mês no bairro, tempo suficiente para mostrar o que ocorre nas ruas. Quem comanda o esquema de prostituição e tráfico, segundo as próprias garotas de programa, é um travesti conhecido como Piauí. Segundo a polícia, ele foi preso em maio, junto a outros travestis.

A facilidade para conseguir drogas e sexo pago é tanta que quem não faz parte do esquema é que tem de se identificar. As famílias que moram no local colocam em frente das casas um cartaz com os dizeres "casa de família". Muitas ainda sofrem com o som alto das boates à noite.







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