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Vira-lata morre deprimida após morte do dono, diz família

Uma história de amor entre o cão e seu dono chamou atenção de moradores de Novo Horizonte (SP), cidade com pouco mais de 35 mil habitantes. O aposentado Cesário Cespedes Valverde, de 69 anos, morreu no dia 1º de junho. Ele era dono da vira-lata Fila e por causa da morte de Cesário, a cadelinha teria ficado deprimida e morreu no último sábado (1º), justamente dois meses após a morte do dono.

Fila, como era chamada, acompanhava o dono em todos os passeios que fazia pela cidade, como supermercado, lotérica, padaria, praça. Segundo a família, com a morte de Cesário, a cachorra passou a chorar todos os dias e se recusava a comer. "Depois que ele morreu ela foi ficando triste, não comia mais nada, única coisa que fazia era beber água. Não queria mais sair de casa, foi ficando cada vez mais deprimida, parecia que sentia a falta dele", afirma Maria Lúcia Duarte Cespedes, viúva de Cesário.

Maria Lúcia conta que Cesário adotou Fila há oito anos, quando ele a viu na rua, muito magra e debilitada. Cesário a alimentou e deu carinho e, desde então, os dois não se desgrudavam mais. Por ser um morador antigo na cidade, todos conheciam a história de Cesário e Fila. "Todo mundo conhecia a história deles, eles viviam andando pelas ruas juntos. Onde o Cesário estava, a Fila estava atrás dele", afirma Maria Lúcia.

Cesário morreu por causa de um infarto e, para Maria Lúcia, um fato que marcou muito o amor de Fila pelo dono foi quando o aposentado foi socorrido. "Quando ele passou mal, os bombeiros vieram buscá-lo e a Fila foi atrás da ambulância. Quando chegamos ao hospital ela estava lá na porta, parece que ela sabia o que iria acontecer", relembra.

Maria Lúcia explica que depois da morte de Cesário levou a Fila várias vezes ao veterinário para tentar descobrir o que ela tinha, já que não estava comendo e vivia pelos cantos da casa. "Ela fez exames, deram injeção para fortalecer, mas um dos veterinários disse que ela estava triste mesmo, que não tinha problemas de saúde", afirma.

A história de amor entre o aposentado e a cachorra ganhou destque até nas redes sociais. O morador Marco Antônio Rodrigues, que é voluntário em uma associação de proteção de animais na cidade, postou a história na internet e ganhou dezenas de compartilhamentos. "É uma história muito triste. Ele morava perto de casa e sempre via os dois juntos. Isso mostra o amor de um animal pelo seu dono. Quando a gente vê histórias assim, fica se imaginando como alguém pode ainda judiar de um cachorro", afirma.







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